Uma landing page criada com IA pode parecer pronta e ainda falhar no ponto mais importante: promessa errada, CTA sem destino, formulário incompleto, layout quebrado no celular, asset ausente ou Version publicada no Site incorreto.
O checklist de QA existe para transformar “parece bom” em critérios de aceite. Ele não precisa atrasar a entrega. Quando conteúdo, experiência e publicação são verificados em gates curtos, a equipe corrige problemas antes de enviar tráfego ou apresentar a URL ao cliente.
Use este roteiro depois que a estrutura e a copy estiverem aprovadas, antes da publicação e novamente na URL pública.
O que QA deve responder
Uma revisão completa responde a quatro perguntas:
- A página diz o que foi aprovado?
- A experiência funciona para quem vai acessar?
- O pacote representa a versão certa e pode ser publicado?
- A URL pública entrega exatamente essa versão?
Não misture preferência com defeito. “Quero outra imagem” pode ser ajuste editorial. “A imagem não carrega” é falha de qualidade. A distinção ajuda a liberar uma URL de revisão sem tratar toda opinião como bloqueio técnico.
Defina severidade antes de revisar
Classifique os achados para evitar discussões no fim do prazo.
| Severidade | Exemplo | Decisão |
|---|---|---|
| bloqueante | oferta errada, CTA quebrado, segredo no pacote, destino incorreto | não publicar |
| alta | formulário falha, mobile impede leitura, prova sem fonte | corrigir antes de enviar tráfego |
| média | hierarquia confusa, texto alternativo inadequado, metadado genérico | corrigir na versão atual quando possível |
| baixa | refinamento visual sem impacto no objetivo | registrar para próxima revisão |
O responsável pela campanha define o que libera a versão. O agente pode encontrar e organizar problemas, mas não deve rebaixar risco comercial, jurídico ou de privacidade.
Gate 1: conteúdo e oferta
Compare a página com o briefing aprovado, não com a última resposta do agente.
Mensagem principal
- o H1 identifica valor para o público correto;
- a primeira dobra deixa claro o que está sendo oferecido;
- o CTA principal descreve uma ação real;
- a sequência das seções responde às objeções prioritárias;
- o tom corresponde à marca e ao canal da campanha.
Veracidade
- preço, desconto e condição comercial estão atualizados;
- números e estatísticas têm fonte autorizada;
- depoimentos pertencem a pessoas ou empresas aprovadas;
- logos, selos e marcas de clientes têm permissão;
- garantias e comparações não foram inventadas;
- placeholders como “Lorem ipsum”, datas genéricas ou nomes fictícios foram removidos.
Destinos
- CTA principal aponta para a URL correta;
- CTAs secundários não competem com o objetivo;
- links de política, termos e contato funcionam;
- telefone, email e endereço pertencem à operação certa;
- parâmetros de campanha seguem a convenção definida.
Uma landing tecnicamente perfeita ainda é inadequada quando envia o público para a oferta errada. Esse gate exige aprovação humana.
Gate 2: experiência e responsividade
Teste a página em uma largura pequena e outra grande. Não confie apenas na prévia do editor.
Layout
- nenhum conteúdo importante fica cortado;
- texto mantém tamanho e largura legíveis;
- botões têm área de toque suficiente;
- elementos não se sobrepõem;
- tabelas, cards e grids reorganizam sem rolagem lateral inesperada;
- cabeçalho e elementos fixos não escondem o conteúdo.
Interação
- todos os links e botões respondem;
- foco de teclado é visível;
- ordem de navegação faz sentido;
- menus, accordions e modais podem ser abertos e fechados;
- animações não impedem leitura ou ação;
- estados de hover não são a única forma de transmitir informação.
Formulário
Quando houver captura de dados, verifique:
- rótulos claros;
- campos obrigatórios identificados;
- validação compreensível;
- estado de envio;
- mensagem de sucesso e de erro;
- destino real dos dados;
- consentimento e links necessários;
- ausência de chaves privadas no código entregue ao navegador.
Não envie um lead real apenas para “ver se funciona” sem saber onde os dados serão armazenados. Use um teste autorizado e remova o registro quando o processo exigir.
Gate 3: acessibilidade básica
O objetivo não é declarar conformidade a partir de uma lista curta. É eliminar falhas evidentes antes da publicação.
- existe um único H1 coerente;
- headings seguem uma hierarquia compreensível;
- imagens informativas têm alternativa textual adequada;
- imagens decorativas não repetem informação;
- campos têm rótulos associados;
- contraste permite ler texto e identificar controles;
- foco é perceptível;
- a página pode ser percorrida por teclado;
- links fazem sentido fora do contexto de “clique aqui”;
- conteúdo importante não depende apenas de cor, animação ou áudio.
Peça ao agente para executar os checks disponíveis no projeto, mas revise manualmente a experiência principal. Ferramentas encontram sintomas; não confirmam que a mensagem é compreensível.
Gate 4: metadados, analytics e privacidade
Antes de publicar, confirme:
- título da página específico;
- descrição coerente com oferta e conteúdo;
- favicon e imagem social, quando previstos;
- idioma do documento;
- canonical, quando fizer parte da estratégia;
- eventos e parâmetros com nomes aprovados;
- consentimento antes de scripts que o exijam;
- ausência de informações pessoais em código, nomes de arquivo ou comentários;
- ausência de tokens,
.env, credenciais e endpoints privados no pacote.
Não peça para o agente inventar eventos ou uma política de consentimento. Esses itens devem vir do contrato de analytics e privacidade da campanha.
Gate 5: arquivos e build
A versão aprovada precisa virar um artefato reproduzível.
Confirme:
- a fonte e a branch autorizadas;
- o comando de build definido pelo projeto;
- a pasta de saída atual, não uma build antiga;
index.htmlna raiz;- HTML, CSS e JavaScript sem referências a caminhos locais;
- imagens, fontes e demais assets presentes;
- nenhuma dependência de servidor que não exista no ambiente publicado;
- nenhum arquivo-fonte, cache, dependência ou segredo desnecessário;
- tamanho e formato de imagens adequados ao uso;
- ausência de erros bloqueantes nos checks do projeto.
No Site no Ar, mantenha a home em public/index.html, os assets em seus caminhos e todas as rotas em public/sitemap.xml. A documentação de Publicação descreve esse contrato.
Gate 6: destino da publicação
Antes de qualquer upload, repita em voz alta operacional:
site_id: [identificador]slug: [slug esperado]url: [endereço esperado]campanha: [nome e variação]pacote: [caminho do artefato aprovado]Pare quando:
- houver dois Sites plausíveis;
- o slug não corresponder ao handoff;
- a campanha pedir atualização e o agente estiver prestes a criar outro Site;
- domínio próprio aparecer sem autorização;
- o pacote for diferente do artefato revisado;
- o limite do plano impedir a operação pretendida.
Se for a primeira publicação nesse cliente, conclua antes a Configuração do MCP.
Gate 7: deploy e URL pública
Upload concluído não é entrega concluída. O agente deve iniciar o deploy, acompanhar o estado até sucesso ou falha e abrir a URL final.
Na página pública, confira novamente:
- headline e oferta da versão aprovada;
- CTA principal e destino;
- imagens, fontes e estilos;
- formulário ou interação essencial;
- rotas adicionais;
- layout no celular;
- título e descrição;
- domínio próprio, quando estiver no escopo;
- ausência de conteúdo antigo.
Uma resposta técnica de sucesso prova que a operação terminou. Abrir a URL prova que o resultado entregue corresponde ao pedido.
Checklist copiável para o agente
Use este pedido como base:
Faça o QA desta landing page antes de publicar.
Fonte de verdade:- briefing: [arquivo ou documento]- fonte autorizada: [repositório e branch]- saída esperada: [pasta]- Site ID, slug e URL: [destino]
1. Conteúdo:- compare público, oferta, prova, CTA e destinos com o briefing;- aponte placeholders, afirmações sem fonte e dados ausentes;- não reescreva decisões comerciais sem aprovação.
2. Experiência:- verifique mobile e desktop, teclado, foco, links, assets e formulário;- execute os checks definidos pelo projeto;- classifique achados por severidade.
3. Pacote:- gere a build atual;- confirme index.html na raiz e todos os assets;- rejeite segredos, .env, dependências e arquivos desnecessários.
4. Publicação:- repita Site ID, slug, URL e pacote antes do upload;- pare diante de destino ambíguo ou bloqueio de QA;- use o MCP do Site no Ar somente depois da liberação.
5. Verificação:- acompanhe o deploy até o estado final;- abra a URL e reteste headline, CTA, assets, rotas e mobile;- entregue um relatório com checks, falhas, URL e pendências.Esse pedido autoriza execução técnica, não mudança de oferta ou destino.
Relatório de QA que ajuda o handoff
Evite terminar com “tudo certo”. Registre evidências:
versão revisada:briefing de referência:checks executados:bloqueantes encontrados e corrigidos:exceções aceitas e responsável:site_id, slug e URL:estado final do deploy:elementos retestados na URL pública:pendências e próxima decisão:Esse relatório complementa o fluxo de entrega de landing pages para clientes e permite que outra pessoa entenda o que foi validado.
Quando a correção vier depois da publicação, preserve o Site e siga o guia de republicação com agente de IA. Criar outro endereço para esconder uma falha divide histórico e tráfego.
O critério final
Uma landing page está pronta para publicar quando o conteúdo corresponde à decisão aprovada, a experiência essencial funciona, o pacote representa a versão certa, o destino está confirmado e a URL pública foi verificada.
A IA acelera cada check e documenta evidências. A responsabilidade por promessa, dados, marca e liberação continua com a equipe. Esse é o equilíbrio que permite publicar rápido sem transformar velocidade em retrabalho.
